quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Quase um branco de Céu



Quase um branco de céu
 
 
 
Quase nenhuma flor nos arredores do olhar
de repente
um céu com a brancura de um completo, inteiro e solitário
pedaço de papel
sem dobras nem letras
sem marcas de tempo ou algo assim que
o caracterizasse
 
apenas um céu perdido ali
em fatias
entre nuvens que se acharam
se juntaram
e explodiram em copiosa chuva
 
um céu de Saramago: branco,
a nos cegar de tristeza.
 
 
 
©Eliana Mora, 10/05/2010
Dedicado a José Saramago, "Ensaio sobre a Cegueira".

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