quarta-feira, 22 de março de 2017

Um mundo que pára Londres


Um mundo que pára Londres



Tudo fixo
a dançar no imaginário
pular muros
escrever dicionários
faturar muito
[sem intermediários]
mexer nos dutos
que o cérebro tem
enviar notícias daqui
para o além
e retirar assim
sem mais nem menos
os véus das imagens
escrever mais histórias
sem vida
[nem bem]




Eliana Mora, 22/03/2017

sábado, 11 de março de 2017

Sem Dados



Sem dados




Anterior
antigo
de um tempo nada aferido
ao leste
e ao sul
do sofrimento

de um coração




Eliana Mora, 08/03/2017

domingo, 5 de março de 2017

Uma urgência de Sempre


Uma urgência de sempre



Preciso usar as palavras
para que busquem raízes
para que se desatarrachem sentimentos
os coloquem então  na superfície
para que então 

junto com eles
brotem ou explodam os restos de guardados 

em locais obscuros
para que então possam desfazer-se
[em contato com a luz]


Uma vida inteira a cavucar e 
[ainda aqui] 
tesouros a descobrir
e restos de banquetes

a descartar



Eliana Mora, 05/03/2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

Terceira Visão



Terceira Visão


Descobri
que o infinito
onde repousam todos os mistérios e oásis
tem filial.

Teus olhos.


Eliana Mora, sem data
[do Baú]

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Poema de algumas certezas


Poema de algumas certezas



Nem pense em me vestir de medo
pois assim
aos poucos
consegue arrancá-lo de mim

Nem pense em fazer trilha
onde meu sol brilhou
não
esse caminho não trilho mais

Não pense em retirar-me
estrela que sou do firmamento
pois que é  lá
onde mando em mim
produzo sim
belíssimos poemas

Não pense em mim como pessoa
viva
porque na vida tua
absolutamente não estou

E por fim

meu sítio de caminhar livre
e feliz
é minha mente
...é lá que estou
no momento em que cheguei
e fiquei

Aqui estão as minhas âncoras

[em mim]





Eliana Mora, 22/02/2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A flor que se transforma


A flor que se transforma



Do fundo da lira
nasce
como botão de flor
que anseia finalmente tomar corpo
aparecer

do fundo das ideias
plasmada em tanto sentimento
por estreitos vãos
passa

e se transforma
naquela belíssima palavra
robusta
bela
forte por natureza

[amada]




Eliana Mora, 20/02/2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Respostas não há


Respostas não há



Vívida e febril
sobe as escadarias
aquelas em caracol
que por acaso deveriam levar àquele andar...

segunda?
terceira vez?


..

Qual será o nome
o número daquela dúvida
essencial
que jamais será compreendida
ou explicada?



[e é assim que um amor 
chega ao final]




Eliana Mora, 11/11/2016