quarta-feira, 17 de outubro de 2018


Desenho interno 



Um país
uma força que brilhava
e por vezes açoitava


uma coisa que nada
nem ninguém 

poderia deter

Uma conquista
que já veio pronta
um caso
uma casa
um adorno do meu ser

Nunca
jamais

o trairia


Eliana Mora, 17/10/2018



domingo, 14 de outubro de 2018

Lua de Gaia


Lua de Gaia



Ali
pequena
a cintilar sobre a terra
virgem
senhora e limpa de donos
e de lugar
como deve ser toda terra
filha e mãe
de Gaia

Magnífica luz quase divina
a pousar nua
num chão tenro
suave
sedento

de nós




Eliana Mora, 14/10/2018

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

De saudade e Poesia


De saudade e Poesia



Em ti, sempre penso.
Contigo, sempre estou.
Nos tempos em que decorava suas músicas e poemas.
Seus deveres de amor 
seus teoremas de flor.
Um conjunto de todos os arpejos.
Uma dança de todos os desejos.
Tê-lo junto a mim, a me usar de gravador.

.
Enorme saudade.
[momentos únicos de amor]




Eliana Mora, 01/8/2018

Para meu pai//http://www.rioinformal.com/category/entre-salas/

domingo, 29 de julho de 2018

Coração


Coração




ambíguo
lacerado
recortado
e/terno
[quase nada a fazer]

Mas como?
Como assim?
O desespero pode dizer que isso tudo é verdade.
Mas não é.

[e tu precisas saber]



Eliana Mora, 29/7/2018

sábado, 21 de abril de 2018


Uma vez mais, grata


Aquela mão prateada
entrou ali
na minha lembrança
a dedilhar o violino
como se nada mais
tivesse a fazer neste mundo
e eu
nada mais precisasse ouvir

Glória essa
de a vida nos dar
a sensibilidade de reconhecer
e de sentir o belo
o mágico
para além da vida real
para mais alto


[e mais belo]


Eliana Mora, 21 de abril/2018
Dedicada a Itzhak Perlman

quinta-feira, 12 de abril de 2018



Prisma


____*
De repente me aprendi.
.
Sou
um conjunto
de saudades.



_______*
Eliana Mora, 30/8/2016

Baú_Art_Claude Monet

quarta-feira, 14 de março de 2018

A isso chamarias de erro?


A isso chamarias de erro?


jamais diria talvez a essa hipótese
jamais colocaria o sol
no lugar da lua
a me ofuscar me guiar os sentidos
pressuponho uma cilada
daquelas muito sem dó
que aparecem no caminho
e que só vamos sentir
ao abrir muito depois
os olhos bem devagar

levantar para então ver 
que não, que jamais daria
para o ato consertar

[a não ser por milagre]


Eliana Mora, 11/3/18

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