quarta-feira, 17 de maio de 2017


À procura da chave mestra



Um ser poético
nem sempre é bem compreendido
sua voz
suas palavras
sua emoção
podem ter cores diferentes
nebulosas escondidas
pérolas a cobrir de véus
sua poesia
suas reações

um ser poético
nem sempre é olhado com aquela atenção
mais apurada
nem sempre traduz a emoção
ali guardada
nem sempre revela a abertura ao sonho 

e ao amor

Um ser poético
nem sempre se cala

[mas nem sempre revela sua dor]



Eliana Mora, 15/05/2017

sábado, 13 de maio de 2017

Uma tradução


Uma tradução



Assim se conquista a fama.


Na vida real
o assunto bom
fica de lado
as drogas ganham a rua
o choro embala as madrugadas
a falta
a saudade
escreve poesia


nas calçadas





Eliana Mora, 11/05/2017

domingo, 7 de maio de 2017

Explicando algo surreal das minhas veias


Explicando algo surreal das minhas veias



Minha alma chora
ao percener que ainda sinto
não ser bem conhecida por quase ninguém

Verdade
não é cálculo
mentirinha
tergiversação
ela está aqui na minha mão
a me pedir que corra
dê uma volta com ela na praça
e diga para as pessoas
olha aqui
sou eu meio sem graça
de não ter sabido me mostrar
[tal como sou]
embora sempre tenha assim querido
e na verdade mesmo acreditado
que sabia 'abrir' meus sentimentos


Mas hoje vejo mais do que tormentos
em não ser de fato 

compreendida
misturei o dom de um
com o jeito de outra [pai e mãe]
e saí assim...algo confusa...


Bem
encerrando
muito prazer
é essa mulher de alma escondida
que estás agora a conhecer...


Um abraço
um beijo

[não me queiras mal]



Eliana Mora, 06/5/2017

segunda-feira, 1 de maio de 2017

"Mate-me logo, à tarde, às três"



"[...] Mate-me logo, à tarde, às três, que à noite tenho um compromisso não posso faltar
por causa de você [...]  
Belchior




Mata-me tu
que tanto amor despertas 

em nós todos
mata-me de saudades
de saber que vou te amar
e amar 

até à eternidade
e um dia 'topar' com você


[assim é]



Eliana Mora, abril/2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Nuances de um Clássico


Nuances de um Clássico




Sonhei-te assim
fragrância imaginária
invisível
a espalhar-se

em mim



Eliana Mora, 17/04/2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A força de uma luz só tua


A força de uma luz só tua



Não se desespere.
Ali adiante sempre pode haver
um viço
um outro sorriso
um pente que toca
vogais

Não fique triste
logo ali pode existir
aquela magia
num brilho de lua
ou em qualquer lugar

Aqui
ainda no chão
você pode encontrar
um pano dourado
um laço uma figa
a tela de um mágico
e belo pintor

Então se permita
ter olhos que brilhem
ter força no ventre

escreve
delira

[tem mais que uma vida
em tua Poesia]



Eliana Mora, 13/04/2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Idas, vindas, mutações


Idas, vindas, mutações



A cor do poeta
nas horas difíceis
é quase diáfana

quando ele revive
se enfeita
se pinta
se alastra por vias
por latas
esquinas
e morre de novo

[mas morre agarrado à sua poesia]



Eliana Mora, 05/03/2017