sábado, 21 de abril de 2018


Uma vez mais, grata


Aquela mão prateada
entrou ali
na minha lembrança
a dedilhar o violino
como se nada mais
tivesse a fazer neste mundo
e eu
nada mais precisasse ouvir

Glória essa
de a vida nos dar
a sensibilidade de reconhecer
e de sentir o belo
o mágico
para além da vida real
para mais alto


[e mais belo]


Eliana Mora, 21 de abril/2018
Dedicada a Itzhak Perlman

quinta-feira, 12 de abril de 2018



Prisma


____*
De repente me aprendi.
.
Sou
um conjunto
de saudades.



_______*
Eliana Mora, 30/8/2016

Baú_Art_Claude Monet

quarta-feira, 14 de março de 2018

A isso chamarias de erro?


A isso chamarias de erro?


jamais diria talvez a essa hipótese
jamais colocaria o sol
no lugar da lua
a me ofuscar me guiar os sentidos
pressuponho uma cilada
daquelas muito sem dó
que aparecem no caminho
e que só vamos sentir
ao abrir muito depois
os olhos bem devagar

levantar para então ver 
que não, que jamais daria
para o ato consertar

[a não ser por milagre]


Eliana Mora, 11/3/18

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Nova interpretação


Nova interpretação


coragem
nervos em estoque

tudo de repente
se cristaliza
se abre
revitaliza

nada sem coragem
como que a chegar
só para rima
e te abraçar
como se tudo ali estivesse

coragem em grão
fruta nova
fim da escravidão

do Ser




Eliana Mora, fev/2018

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Em todos os dias, ali


Em todos os dias, ali



Os dias passam
com aquele mistério
que você gostaria
que guardassem em ti
Com eles 
levam os retratos da beleza
alguns desvios de grandeza
e continuam a guardar a voz
o canto à natureza
Constante voz
sonho imperecível
que vive ali
ao lado de uma caixa
intocada

de brinquedos




Eliana Mora, 5/02/2018

sábado, 20 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

P e d i d o


P e d i d o


Olha para mim
[sei que cresci]
mas não deixa de procurar a menina
aquela que se esconde no meu olho
aquela que guardo
inteira
dentro de mim
Esquece o efêmero.

O que (re)cobre tudo é massa
de moldar
[trans/formada pelo tempo]


Eliana Mora, 04/04/2011
[do Baú]

Uma vez mais, grata Aquela mão prateada entrou ali na minha lembrança a dedilhar o violino como se nada mais tivesse a fazer neste mund...