domingo, 15 de março de 2015

Nem águas e nem Março


Nem águas e nem março


  
É cal
é cedro
o fim do princípio
do resto do ninho
calvário de dor

é o nada é o tudo
assim tão sozinhos
é o vale
é o toco
que sobram
do amor

é a casa vazia
é a palma
é o pé
é dezembro a chegar
dias de santa fé

é a minha tristeza
que brota
e caminha
se espalha
encantada


[qual erva daninha]




©Eliana Mora, 18/11/2003 
Para a música de Tom Jobim 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aqui, quem agradece tua mensagem é a Poesia.