segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ode sem tempo e sem rascunho a Mozart




Ode sem tempo e sem rascunho a Mozart


Em tuas notas penduro-me
qual nuvem sustenida
Deito-me
em tuas mãos
de dedos desenhistas de milagres
Silencioso gênio
vida fraturada
noites dedilhadas
jogo estranho de um quase tudo
ou quase nada
Lírica derrota
em fartos ganhos
ó doce poeta dos bemóis 
e lacrimosas páginas
Receba pois a nuvem que se vai
a te encontrar
em estado líquido
gasoso, temeroso
[o que escolheres]
Pois daqui sai
tal qual um míssil que não há
rumo ao teu canto de Céu
onde deitará
E no doce murmúrio das sonoras
passarinhadas pautas
do teu Réquiem
para sempre
ficará


©Eliana Mora, 26 de maio de 2002
[Ao som do Réquiem, de Mozart]

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aqui, quem agradece tua mensagem é a Poesia.

Insano

Insano o choro corria face abaixo quase colorido em pedaços como que não ousasse ser fraco e sim muralha a afastar a vida para l...